Ato I: Eu Gostava
Gostava de estar sempre
ao seu lado;
De dia, de noite, de
madrugada
Para beijar tua mão,
teus lábios
E lha chamar de minha
amada.
Gostava de te pegar
desprevenida
Com palavras e flores
belas
Para ver a emoção em
rosto
Que, dali onde estava
posto,
Você diante de todas é a
mais bela.
Gostava de te agarrar
fortemente
Para que o toque do seu
corpo no meu, pudesse desfrutá-la
E sexualmente,
No calor do meu amor e
sexo, pudesse embalsamá-la.
Ato II: Sua cruel partida
Numa tarde de inverno
Tu me ligas e diz para
não no vermos mais;
Porém, não nunca mais,
Semeando nem a certeza
ou a incerteza
Apenas uma dúvida,
Se um dia vamos voltar a
nos amar como antes jamais.
Despediu-se mesmo sem me
olhar nos olhos,
Aí, escondida em casa,
Debaixo da asa do papai
e da mamãe
Usando o celular como
escudo para não se magoar.
Cospe em meus ouvidos
palavras do finalmente
Palavras secas e
frias
Como tons de cinza do céu
nublado.
E num ato de revanche ao
passado,
Termina nossa história
Do mesmo jeito que eu
havia terminado.
Ato III: Tua ausência
Fase que meu espírito
muito se oprima
De volta à antiga
solidão infrene
Não havendo palavras de
aflição que se exprima
Os ímpetos causadores de
minha carência perene.
Pensava em você ou em qualquer
outra a toda hora
Coisa que muito embora,
não me fazia bem...
Batia a latência da
saudade e da carência
O tremor de não haver
alguém para chamar de meu amor, de meu bem...
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