domingo, 2 de dezembro de 2012

Um Certo Romance


Ato I: Eu Gostava

Gostava de estar sempre ao seu lado;
De dia, de noite, de madrugada
Para beijar tua mão, teus lábios
E lha chamar de minha amada.

Gostava de te pegar desprevenida
Com palavras e flores belas
Para ver a emoção em rosto
Que, dali onde estava posto,
Você diante de todas é a mais bela.

Gostava de te agarrar fortemente
Para que o toque do seu corpo no meu, pudesse desfrutá-la
E sexualmente,
No calor do meu amor e sexo, pudesse embalsamá-la.

Ato II: Sua cruel partida

Numa tarde de inverno
Tu me ligas e diz para não no vermos mais;
Porém, não nunca mais,
Semeando nem a certeza ou a incerteza
Apenas uma dúvida,
Se um dia vamos voltar a nos amar como antes jamais.

Despediu-se mesmo sem me olhar nos olhos,
Aí, escondida em casa,
Debaixo da asa do papai e da mamãe
Usando o celular como escudo para não se magoar.


Cospe em meus ouvidos palavras do finalmente

Palavras secas e frias 
Como tons de cinza do céu nublado.
E num ato de revanche ao passado,
Termina nossa história
Do mesmo jeito que eu havia terminado.

Ato III: Tua ausência

Fase que meu espírito muito se oprima
De volta à antiga solidão infrene
Não havendo palavras de aflição que se exprima
Os ímpetos causadores de minha carência perene.

Pensava em você ou em qualquer outra a toda hora
Coisa que muito embora, não me fazia bem...
Batia a latência da saudade e da carência
O tremor de não haver alguém para chamar de meu amor, de meu bem...




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