terça-feira, 30 de abril de 2013

CONFISSÕES DE UMA SEXTA À NOITE


Era outono. Começo de Abril.


Fazia calor naquela sexta feira.
Havia um belo céu estrelado
Perfeito pra uma boa saideira,
Vou jantar com minha morena; apaixonado.
Era nosso aniversário,
Comemorávamos, nosso primeiro mês !
Queria que fosse perfeito, por sua vez
Pois, datas assim não tem sempre no calendário.
Sentamos numa mesa à luz de velas,
Só nós dois. Ela olhando pra mim
E eu olhando pra ela.
Feliz com o quê me deparo
Pego sua mão e me declaro:

Gosto de estar sempre ao seu lado;
De dia, de noite, de madrugada
Para beijar tua mão, teus lábios
E lha chamar de minha amada.

Gosto de te pegar desprevenida
Com palavras e flores belas
Para ver a emoção em seu rosto
Que, daqui de onde estou posto,
Tu és a mais bela.

Gosto de te agarrar fortemente
Para desfrutar o toque do seu corpo no meu
Te apalpar, lambuzar e esquentar
O suficiente lhe dar vontade de tirar a roupa
E nos embalsamarmos no apogeu
Do capim selvagem sexual,
Onde sou todo seu.

Ela, me interrompe, de repente
E num romântico tom de voz
Também expressa o quê sente:
Só você, me deixa assim...
Confuso, lha retorno: assimcomo ?
Com frio na barriga, fora de meu eixo.
É tudo culpa desse seu olhar sedutor,
Afogado nas minhas pupilas
Me deixa mole, me descarrila.
Ainda confuso, comento:
Mas, que olhar sedutor ?
Não te olhei assim em nenhum momento,
Eu simplesmente te olho !
E ela completa:
Sim, eu sei...
É justamente essa a questão !
A pura inocência do seu olhar.
Natural, singelo, sem forçar nada
Que me enlouquece, dá vontade de te agarrar
E inteiro te lambuzar.
Eu, no meio de todo esse erotismo,
Divertia-me ao ouvir tal sem-vergonhismo
Com um sorriso estampado na cara
Aos risos daqui e dali.
Tento fazer um comentário,
Mas ela me interrompe – pera aí, pera aí –
Ainda não acabei a história !
Oh desculpe, prossiga – respondi.
E ela volta a expressar sua oratória,
Ainda segurando minha mão;
E então,
Aquela hora que saístes do banho,
Com a toalha ao redor da cintura,
Desnudo, molhado, sem censura,
Meu coração disparou, foi a mil
Ao ver seu belo e definido porte
Pela primeira vez, de frente e de perfil
No palco solitário dos meus olhos.
Neste momento, roubei sua cena e completei,
Sim, sim, me lembro !
Seu olhar delirava nos meus membros,
Seu queixo foi abaixo,
A saliva em sua boca borbulhava
Pois não acreditava no que estava vendo;
Aquele cara que tanto desejava
Seminu, diante de ti
Assim, fácil fácil.
Admito, quis te deixar louca,
Queria ver sua reação ao me ver daquele jeito.
Quase nu, sem roupa, sem enfeito.
Mas, o mais gostoso foi quando te peguei,
Te agarrei, naquela pegada forte que você gosta
E só ouvia como resposta:
Ai ai, isso, me agarra, me pega.
Dito isso, uma breve pausa nos apega.
Trocamos densas energias com nossos olhares;
Brilhantes, secos e mais profundos que os sete mares;
Aquece nossa sintonia, nosso amor e nos aconchega.
Ela, quebra o silencio, se manifesta. Expondo:
Sabe porquê, por você, eu luto tanto, tanto insisto ?
Não, porquê ? – respondo.
Porquê todo esse amor que você sente por mim,
É mais forte eu, e enfim, não resisto.



Este poema foi baseado em uma história real. 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Som


O som quebra o vidro
Da dureza do dia a dia
E a limpa como pó, de uma vez só
Numa única porrada intensa e veloz
Arraigando tudo ao redor
Espionando do bom e do pior
Vindo avisar o mundo de sua chegada
Triunfante, gigante
Violento como furacão devastando sua cidade amada
Pelos ares, dos ares e aos ares.

 21 / 04 / 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Show de Rock


Quando ouvir nosso som chegando,
Nosso rock’n’roll te energizando
Não pense em nada
Nem fuja para qualquer direção;
Simplesmente junte-se a nós nessa energia
Que tal magia envolve todo nosso coração.
De onde venho, tenho a missão
De transmitir amor a cada nota que toco;
Arrancando de meu instrumento a fúria dos deuses que invoco
Para iluminar e espantar as trevas de nossos corações
Dando esperança e forças às nossas emoções
Na musicalidade suave e pura de um suspiro
Nos libertando de nós mesmos, num ecstasy musical eu deliro
Ao ar livre, num pulo, num berro e num giro
Que ao findar do solo, no chão me atiro.
Tiro meu chapéu para uma nova constituição
Levanto minha guitarra e proclamo uma revolução!
Berro na luta contra a desigualdade,
O racismo e a desumanidade!
Seja como eu, taque o foda-se à sociedade
À frieza e falsidade dos bons costumes
Aqueles que não mudam nem a base de mil perfumes
E berre a favor do amor e da felicidade.
Não me importo com a roupa que usa,
Com livros que lê ou a religião que crê,
Apenas liberte-se de si mesmo
Que encontrará sua verdadeira arte!
Pule, grite, rebele-se ! Mostre sua cara!
Mate os conservadores de enfarte,
Leve os fãs à loucura, a Marte!
Na guerreira conquista da liberdade
Onde cada cidadão possui direitos a esta vida,
A esta humanidade.
Me ajoelho no chão e rezo,
Peço para a música e seu poder de cura,
Meus versos e textos da literatura,
Que cure esse mundo pobre que desprezo.
É o poeta, não a poesia que faz o poema ter sentimentos
Portanto, a todo momento
Canto minha música para grandes espaços abertos
Para o mar azul infinito descoberto;
Canto minhas visões das altas montanhas
Canto para os livres,
Para ser livre !


 Março 2013

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Timidez


Ato I:  Minha Vida
Timidez escrava de uma vida,
Fraqueza endiabrada do coração em sua batida,
Restringe o alcance do amor,
O romance com uma flor
Numa semente de dor plantada em meu peito
Que nasce na luz de um sonho
Onde vou beijar o céu,
Tua boca doce com gostinho de mel,
A vida não tem tamanho.

Ato II: Rotina
Fico estranho quando te vejo ali no canto
Sozinha, esperando alguém pra conversar
Papo interessante, não resto de conversa
Que a timidez dispõe tanto.
Trocas de sorrisos enxugam meu pranto
Pranto profundo, bem no fundo da retina
Cuja mágoa veio de tapas na cara da rotina
Quando você sai de minha vida fechando a cortina.

Ato III: Melancolia
Fiz do possível ao impossível pra te ganhar
Mas sempre dá no mesmo...
Tentativas abismo a baixo, à esmo
Na dura queda, queda da paixão
Quilômetros a fio, perco sua mão
Aquela que deixaria me guiar pra qualquer lado,
Só por um pouquinho de amor e atenção
A este garoto triste envergonhado.

           05 / 12 / 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Um Certo Romance


Ato I: Eu Gostava

Gostava de estar sempre ao seu lado;
De dia, de noite, de madrugada
Para beijar tua mão, teus lábios
E lha chamar de minha amada.

Gostava de te pegar desprevenida
Com palavras e flores belas
Para ver a emoção em rosto
Que, dali onde estava posto,
Você diante de todas é a mais bela.

Gostava de te agarrar fortemente
Para que o toque do seu corpo no meu, pudesse desfrutá-la
E sexualmente,
No calor do meu amor e sexo, pudesse embalsamá-la.

Ato II: Sua cruel partida

Numa tarde de inverno
Tu me ligas e diz para não no vermos mais;
Porém, não nunca mais,
Semeando nem a certeza ou a incerteza
Apenas uma dúvida,
Se um dia vamos voltar a nos amar como antes jamais.

Despediu-se mesmo sem me olhar nos olhos,
Aí, escondida em casa,
Debaixo da asa do papai e da mamãe
Usando o celular como escudo para não se magoar.


Cospe em meus ouvidos palavras do finalmente

Palavras secas e frias 
Como tons de cinza do céu nublado.
E num ato de revanche ao passado,
Termina nossa história
Do mesmo jeito que eu havia terminado.

Ato III: Tua ausência

Fase que meu espírito muito se oprima
De volta à antiga solidão infrene
Não havendo palavras de aflição que se exprima
Os ímpetos causadores de minha carência perene.

Pensava em você ou em qualquer outra a toda hora
Coisa que muito embora, não me fazia bem...
Batia a latência da saudade e da carência
O tremor de não haver alguém para chamar de meu amor, de meu bem...




segunda-feira, 11 de junho de 2012

SENSAÇÃO


Olho para o céu
À procura de explicações
Vi, percebo que me tornei vitima
De minhas próprias ações

Onde foi que errei ?
Para demonstrar tal inquietação
Por que razão pirei ?
Para ter tanta alucinação

Mundo a fora parti,
Aflora em mim uma sensação
Que nunca antes senti.
Forte, inovadora, única e eterna,
Entrou em minha vida fácil
Como vento pela janela.

Tal sensação ajudou a superar problemas do passado,
Dando-me um novo caminho a seguir.
Trilhou meu coração apaixonado,
Para seguir pela trilha até o vale encantado.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O OLHAR DE PRISCILA


Priscila, que olhar é este ?
Marcante, denso, cabisbaixo
Expressando dor e sofrimento
A todos aqueles que te veem ao relento
Com um olhar assim tão rebaixo.
O que aconteceu em seu passado,
Nesses últimos anos de vida;
Para ter tal olhar amargurado
Vindo duma garota bela, bem favorecida
Foi a partida dum intenso amor
Que te deixou assim tão arruinada ?
Ou algum problema interno que te enterra em ardor ?
Numa autoestima mal amparada. 
Minhas fracas palavras não resolvem nem a dúvida, nem a tristeza
Mas a transforma em arte, numa eterna riqueza.

 01 / 05 / 2012