terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Timidez


Ato I:  Minha Vida
Timidez escrava de uma vida,
Fraqueza endiabrada do coração em sua batida,
Restringe o alcance do amor,
O romance com uma flor
Numa semente de dor plantada em meu peito
Que nasce na luz de um sonho
Onde vou beijar o céu,
Tua boca doce com gostinho de mel,
A vida não tem tamanho.

Ato II: Rotina
Fico estranho quando te vejo ali no canto
Sozinha, esperando alguém pra conversar
Papo interessante, não resto de conversa
Que a timidez dispõe tanto.
Trocas de sorrisos enxugam meu pranto
Pranto profundo, bem no fundo da retina
Cuja mágoa veio de tapas na cara da rotina
Quando você sai de minha vida fechando a cortina.

Ato III: Melancolia
Fiz do possível ao impossível pra te ganhar
Mas sempre dá no mesmo...
Tentativas abismo a baixo, à esmo
Na dura queda, queda da paixão
Quilômetros a fio, perco sua mão
Aquela que deixaria me guiar pra qualquer lado,
Só por um pouquinho de amor e atenção
A este garoto triste envergonhado.

           05 / 12 / 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Um Certo Romance


Ato I: Eu Gostava

Gostava de estar sempre ao seu lado;
De dia, de noite, de madrugada
Para beijar tua mão, teus lábios
E lha chamar de minha amada.

Gostava de te pegar desprevenida
Com palavras e flores belas
Para ver a emoção em rosto
Que, dali onde estava posto,
Você diante de todas é a mais bela.

Gostava de te agarrar fortemente
Para que o toque do seu corpo no meu, pudesse desfrutá-la
E sexualmente,
No calor do meu amor e sexo, pudesse embalsamá-la.

Ato II: Sua cruel partida

Numa tarde de inverno
Tu me ligas e diz para não no vermos mais;
Porém, não nunca mais,
Semeando nem a certeza ou a incerteza
Apenas uma dúvida,
Se um dia vamos voltar a nos amar como antes jamais.

Despediu-se mesmo sem me olhar nos olhos,
Aí, escondida em casa,
Debaixo da asa do papai e da mamãe
Usando o celular como escudo para não se magoar.


Cospe em meus ouvidos palavras do finalmente

Palavras secas e frias 
Como tons de cinza do céu nublado.
E num ato de revanche ao passado,
Termina nossa história
Do mesmo jeito que eu havia terminado.

Ato III: Tua ausência

Fase que meu espírito muito se oprima
De volta à antiga solidão infrene
Não havendo palavras de aflição que se exprima
Os ímpetos causadores de minha carência perene.

Pensava em você ou em qualquer outra a toda hora
Coisa que muito embora, não me fazia bem...
Batia a latência da saudade e da carência
O tremor de não haver alguém para chamar de meu amor, de meu bem...




segunda-feira, 11 de junho de 2012

SENSAÇÃO


Olho para o céu
À procura de explicações
Vi, percebo que me tornei vitima
De minhas próprias ações

Onde foi que errei ?
Para demonstrar tal inquietação
Por que razão pirei ?
Para ter tanta alucinação

Mundo a fora parti,
Aflora em mim uma sensação
Que nunca antes senti.
Forte, inovadora, única e eterna,
Entrou em minha vida fácil
Como vento pela janela.

Tal sensação ajudou a superar problemas do passado,
Dando-me um novo caminho a seguir.
Trilhou meu coração apaixonado,
Para seguir pela trilha até o vale encantado.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O OLHAR DE PRISCILA


Priscila, que olhar é este ?
Marcante, denso, cabisbaixo
Expressando dor e sofrimento
A todos aqueles que te veem ao relento
Com um olhar assim tão rebaixo.
O que aconteceu em seu passado,
Nesses últimos anos de vida;
Para ter tal olhar amargurado
Vindo duma garota bela, bem favorecida
Foi a partida dum intenso amor
Que te deixou assim tão arruinada ?
Ou algum problema interno que te enterra em ardor ?
Numa autoestima mal amparada. 
Minhas fracas palavras não resolvem nem a dúvida, nem a tristeza
Mas a transforma em arte, numa eterna riqueza.

 01 / 05 / 2012 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A VIAGEM

Me encontro sobre o mundo
Um oráculo me espera lá.
Me guia numa viagem na qual inteiro me inundo

Mesmo não sabendo para onde quer que eu vá.

Embarco numa utopia anos luz à frente
Sobre noites astrais e dias galaticais,
Atravesso um longo túnel reluzente
E me deparo com a grandeza dos espaços siderais !
Realmente algo nunca antes visto !
Estrelas de cima a baixo, aos milhares
Desde muito antes de Jesus Cristo
Refletem seu brilhantismo na escuridão
Como pequenas lamparinas, enxergo toda imensidão.
A vontade do descobrimento bate em meu peito agora,
O que me faz jogar corpo e alma, imensidão a fora.
Passando de planeta a planetas, de constelação a constelações,
Contorno esta escuridão que sobre nós hiberna
E conheço deus sol e deus lua, nossos guardiões
Presenteando-me com uma visão única e eterna;
Vejo o trabalho de mãos abençoadas
Cuja graça criou belas e longínquas terras
E o ascender do homem em suas cruzadas
Para escrever e cultivar por futuras eras.

quarta-feira, 9 de março de 2011

ENTRELAÇOS

Esparramo pelo seu peito
O deslizamento de minha língua
Delirando de prazer sobre o leito
O envolvimento entre nós pinta
Nos damos um beijo molhado
Bem apaixonado
A procura da língua um do outro
Fazendo movimentos circulares
Ao sentir o fervor de seu lábio
Vou me desprendendo e flutuando pelos ares
Matamos nossa sede na saliva
A mistura do amor e sexo nos cativa
O tempo passa
Nosso calor humano se entrelaça
Nessa luz, nessa paixão
Nossa eterna iluminação
Tão forte quanto o sol ao brilhar no céu
Que acende na troca de toques suaves
Comtemplando a relação por eternos luares
 
 
César Dabus  16 / 02 / 2011